Lexus pondera futuro elétrico para a F Sport
A Lexus poderá levar os futuros modelos F Sport de forma mais clara para a era elétrica. Kohei Chiashi, engenheiro-chefe do novo ES, afirmou que uma cadeia cinemática totalmente elétrica se adapta bem a um Lexus mais desportivo, porque os motores elétricos oferecem resposta imediata e permitem um controlo de tração muito mais preciso.
A Lexus vê potencial desportivo na eletrificação
Segundo Chiashi, a vantagem de uma cadeia cinemática elétrica não está apenas no binário imediato. O ponto mais importante é o controlo. Os motores elétricos podem ser geridos com grande precisão, enquanto o binário pode ser transferido entre as rodas quase instantaneamente. A Carscoops refere que o novo Lexus ES 500e consegue, em determinadas situações, enviar todo o binário disponível para as rodas traseiras, embora o condutor não possa selecionar essa função manualmente.
Isto dá uma indicação útil sobre o rumo que a Lexus quer dar à F Sport. No passado, o apelo emocional de um Lexus desportivo vinha muitas vezes de um motor V8 e de um caráter mecânico tradicional. A próxima fase poderá assentar antes no software, no controlo da tração integral e na rapidez de resposta dos motores elétricos.
O ES ficou sem F Sport, mas não por acaso
A nova geração do Lexus ES não terá uma versão F Sport no lançamento. A Lexus tomou essa decisão deliberadamente, para concentrar as atenções nos modelos convencionais em vez de dividir a mensagem demasiado cedo. Na perspetiva de Chiashi, o ES 500e de dois motores já oferece várias qualidades anteriormente associadas à F Sport na era dos motores a gasolina.
Segundo a Lexus Europe, o ES 500e utiliza uma bateria de 75 kWh, tração integral DIRECT4 e acelera dos 0 aos 100 km/h em 5,7 segundos. A Lexus prevê uma autonomia WLTP de até 530 quilómetros, embora alguns valores ainda aguardassem homologação final à data de publicação.
O RZ já aponta nessa direção
Um futuro elétrico para a F Sport não é apenas um exercício teórico. A Lexus já revelou o RZ 550e F Sport totalmente elétrico, que desenvolve 300 kW, ou 408 cv DIN. Os dados europeus indicam uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 4,4 segundos e uma autonomia WLTP de até 450 quilómetros.
O RZ 550e F Sport recebe também o Lexus Interactive Manual Drive, um sistema de passagem de caixa virtual que recorre a patilhas no volante, som e controlo da aceleração e da desaceleração para dar ao condutor uma sensação de ligação mais mecânica. No material oficial da Toyota, a Lexus descreve-o como parte do “diálogo entre condutor e automóvel”.
A F Sport muda pela motorização, não pelo nome
A Lexus não confirmou que toda a gama F Sport passará a usar exclusivamente propulsão elétrica. Os sinais disponíveis apontam antes para uma mudança de abordagem. A marca parece agora encarar de forma muito mais séria uma solução totalmente elétrica para futuras versões desportivas.
Do ponto de vista estratégico, faz sentido. A tração integral elétrica permite à Lexus criar um automóvel rápido e controlado com precisão sem recorrer a um grande motor de combustão. A questão mais difícil é emocional: como pode a F Sport manter o seu caráter quando o som, as passagens de caixa e a sensação mecânica passam cada vez mais a vir de software e não de metal?