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Japão prepara imposto rodoviário para elétricos mais pesados

Autor auto.pub | Publicado em: 17.12.2025

Atualmente, muitos proprietários de carros elétricos no Japão pagam um imposto rodoviário muito baixo ou até nenhum. Esta política reflete o apoio de longa data à tecnologia limpa. No entanto, críticos afirmam que o sistema já não é justo. SUVs elétricos grandes e modelos de luxo, mais pesados, desgastam mais as estradas do que carros pequenos, mas escapam ao imposto sobre combustíveis pago pelos veículos a gasolina e gasóleo.

O governo está, por isso, a ponderar uma reforma do imposto rodoviário que utiliza o peso em vazio como principal critério. Cada quilo extra conta. Veículos mais pesados pagariam simplesmente mais.

Segundo a proposta, os impostos anuais para elétricos seriam divididos por peso da seguinte forma:

Até 2.000 quilos, cerca de 3.600 a 6.500 ienes por ano, aproximadamente 21 a 38 euros.
Entre 2.000 e 2.500 quilos, cerca de 20.000 ienes por ano, cerca de 115 euros.
Acima de 2.500 quilos, cerca de 24.000 ienes por ano, cerca de 138 euros.

As flutuações cambiais tornam os valores em euros aproximados, mas o princípio é claro: mais peso, fatura mais alta.

O imposto seria cobrado em cima dos custos obrigatórios já existentes, incluindo taxas de inspeção, e normalmente seria pago durante a inspeção técnica periódica do veículo.

Paralelamente ao novo imposto baseado no peso, o governo pondera também reduzir os incentivos aos carros elétricos a partir da primavera de 2026. O objetivo é aliviar a pressão sobre as finanças públicas e reformular o sistema fiscal de acordo com critérios considerados mais justos.

Especialistas do setor alertam que o efeito combinado pode travar o crescimento do mercado de elétricos. Custos de aquisição e propriedade mais elevados tendem a reduzir a procura, sobretudo num segmento que ainda depende de incentivos para competir com os carros convencionais.

As implicações vão além da fatura fiscal. Os hábitos de compra dos consumidores podem mudar, tal como a economia das importações e a direção do mercado japonês de veículos elétricos. Até agora, este mercado dependia fortemente de subsídios e tratamento favorável.

Só quando a reforma entrar em vigor e os compradores começarem a comparar elétricos e combustão pelo custo total, e não apenas pelo argumento ambiental, se perceberá como o novo sistema altera a concorrência. O equilíbrio que o Japão encontrar entre justiça e incentivo pode muito bem definir o próximo capítulo da sua transição elétrica.