Carmageddon: Rogue Shift aposta no caos zumbi
O estúdio 34BigThings decidiu que o mundo dos videojogos precisava de mais um capítulo na saga Carmageddon, anunciando o lançamento de Carmageddon: Rogue Shift. Previsto para chegar a 6 de fevereiro, o título não traz grandes inovações, apostando antes na nostalgia da marca e no apetite aparentemente inesgotável por atropelar mortos-vivos.
O cenário é o previsível ano de 2050, com a Terra reduzida a escombros após a habitual sequência de guerras, crises e desastres. Neste pós-apocalipse, os zombies superam os humanos numa proporção de dez mil para um. A premissa não engana: sentar-se ao volante e limpar o caminho, atropelando mortos-vivos e rivais de corrida mortal. A narrativa segue uma fuga desesperada rumo a um espaçoporto, onde uma única nave representa a última hipótese de escapar de um planeta condenado.
Como seria de esperar, o jogador começa com um veículo miserável—basicamente um monte de sucata resgatado do lixo, com armamento mínimo. A progressão depende da acumulação de pontos e dinheiro, que servem para tornar a máquina ligeiramente mais letal. Apesar de o jogo oferecer 15 veículos diferentes e uma variedade de engenhocas e armas, o ciclo central mantém-se inalterado. Para combater a previsível monotonia, os criadores optaram por pistas geradas de forma procedural, garantindo que, embora o cenário mude, a rotina permanece.
Tecnicamente, o jogo destina-se à PlayStation 5 e PC. O preço ronda os 40 dólares—o valor habitual para um regresso de franquia de gama média nos dias que correm. Resta saber se Rogue Shift conseguirá dar alguma substância à série ou se será apenas mais uma nota de rodapé na longa história de jogos de zombies feitos para faturar. A resposta chega em fevereiro.